quinta-feira, 31 de maio de 2007

ENTRE QUATRO PAREDES

Entre quatro paredes
Esqueço-te.
Faço de mim companheira
Guardiã de meus sentidos.
Digo pra mim mesma
Que a ninguém é permitido
Violar o meu silêncio.
Meu espaço é sagrado!
Entre quatro paredes
Não tenho defeitos...
Não sou acusada
Nem fico acuada.
Violar meu santuário
É invadir-me por inteira.
Guardo-me e, portanto
Não tentes me destruir.
Entre quatro paredes
Desvendo quimeras
Transcendo esferas
Estratosferas
Biosferas
Esperas
Eras...

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

quarta-feira, 30 de maio de 2007

REMENDOS

Muitos são pequenos excertos
De grandes paixões
De poemas que falam
O que minha boca cala.
Muitos são pequenos remendos
De poucos retalhos
Que consegui obter
A duras penas.
Poucos são grandes acertos
Que me dispus a contar
Nas noites de insônia
Nos dias chuvosos
Nublados
Turvos
Frios.

©Márcia Sanchez Luz

terça-feira, 29 de maio de 2007

TRANSFORMAÇÃO

Vejo em teus passos
Pedaços de um todo
De um tudo jogado
Em cantos, quebrado.

Sinto em teus olhos
O medo do incerto
Do tempo que passa
Da luz que se afasta.

Repassas tua vida
Com ferro em brasa
Ateias fogo, jogas água
Não te bastas.

Procura então
Em meio aos pedaços
Unir-te inteiro.

Teus primeiros passos
Vão te machucar
Vais gritar de dor
Vais querer parar.

Porém continua!
O medo vai cessar
Vais achar teu rumo
Encontrar saída
Pra essa escuridão.
Não ateies fogo
Onde o ar é leve
Onde a tarde deve
Te dar solução.

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007
Por Bruno Sanchez Luz

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Bú:
PARABEEEEEEEENS de novo tia!!!!
tudo de otimo pra vc.
que vc seja MUUUUUUUUITO feliz, te desejo tudo de perfeito tia, TE AMO MUITO, brigada por simplismente TUDO.
Leila Miccolis:
Querida amiga,
que você tenha um novo ciclo de vida exuberantemente feliz, com 1000 motivos para comemorar seu aniversário, diariamente.
Beijo especialíssimo pela data de hoje,
Leila

mensagem enviada por Leila Miccolis
^Chris^:
Bom dia, Márcia! Que dia importante hoje, dia que uma poeta meiga, terna e muito talentosa presenteou o mundo com sua chegada. Parabéns e muitas doces comemorações junto às pessoas queridas de sua vida.

mensagem enviada por Chris Herrmann

domingo, 27 de maio de 2007

ASSIM SOU

Antes que a chuva se aproxime
Dá-me um beijo.
Antes que a lua se ofusque
Abraça-me.

Diz-me.

Não me dizimas
Não dites normas
Pois não poderei segui-las.

Aproxima-te de mim
Mas não me sufoca
Pois sufocada
Não serei tua
Não serei minha
Não serei nada
Ninguém.

© Márcia Sanchez Luz
INSTANTES

Quando aos poucos te transformas
Buscas diferentes formas
De lidar com o inatingível
Compreender o incompreensível
Mesmo que intransponível
Se não até intangível
Visão maior de teu ser
A explodir em miragens
Em lusco-fuscos instantes
Claro-escuros inquietantes
Porquanto doces
Constantes
Razões maiores de ser
E simplesmente deixar
Que a noite chegue transpondo
Teus horizontes perdidos.

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

sábado, 26 de maio de 2007


CLIQUE EM www.blocosonline.com.br para ler:

UNA CARTA PARA DIOS,
de ALBERTO ANTONIO SORIA
,

escritor argentino, obra lançada na data de seu falecimento (5/3/2003, Pará).
Homenagem de sua esposa Heliana Baía Evelin Soria, tradutora da obra
Blocos Online: "Literatura » Poesia » Nacional » Autores » Márcia Sanchez Luz"
SACIEDADE DOS POETAS VIVOS – DIGITAL

A OBRA IMPRESSA

SACIEDADE DOS POETAS VIVOS foi uma coleção publicada pela Editora Blocos, durante a década de 1990, em 13 volumes. Ficou famosa por ser apenas 17 autores por antologia, e por ter conseguido reunir poetas de renome entre os participantes. Outro elemento diferencial: a característica temática, servindo de elo de ligação entre diversos tipos de propostas estéticas. Diversas cabeças pensantes escrevendo sobre um mesmo tema fornecem uma visão bem mais abrangente do assunto, e um material de reflexão muito maior.Diferente do que possa parecer, o título da Coleção de Poesia não é uma paráfrase do filme “Sociedade dos poetas mortos”. É uma paródia dele, uma crítica a uma política cultural que dá mais valor aos poetas quando morrem do que aos que estão vivos na atualidade, o que gera uma enorme saciedade – no sentido de aborrecimento, tédio e fastio – em todos nós artistas da palavra.

A OBRA DIGITALIZADA

A partir 2006, a Coleção foi reativada com a mesma orientação editorial, só que agora, digitalizada e dentro do portal Blocos Online, que é um dos maiores e mais importantes espaços literários na Internet, reconhecido inclusive pela UNESCO, com cerca de 3.000 a 5.000 leitores por dia, aproximadamente 40.000 arquivos online e já com 8.500 autores – nacionais e internacionais –, sendo mensalmente acessado por mais de 80 países, nos quatro continentes. A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS pela Internet possui duas enormes vantagens: a tiragem, impressa, era de 1.000 exemplares, portanto, um público estimado em mil leitores; on line, esse número de leitores quase que centuplica em apenas um mês, sem ser necessários gastos com remessa e riscos de extravio de Correio. O outro benefício da obra on line é não ser vendida, portanto não exigir que o autor fique com exemplares em casa, ou que saia em campo para deixá-la em consignação. O sucesso do vol. 1 disponibilizado em 25 de outubro de 2006 foi tão grande que, em janeiro de 2007, já eram lançados mais dois volumes, e já se pensa no próximo.

AUTORES

VOLUME 1
• Anderson Braga Horta • Carlos Arthur Newlands Júnior • Cathia de Almeida • Christina Magalhães Herrmann • Clodomir Monteiro • Cristina Rios Leme • Fabbio Cortez • Galdino Moreira Neto • Graça Graúna • Idalina de Carvalho • Jandira Zanchi • Leila Cristina Carvalho • Maria Dalva Junqueira Guimarães (Madellon) • Merivaldo Pinheiro • Onna Agaia • Solange Firmino • Vera Casa NovaTema: poeta/poesias

VOLUME 2
• André Martins • Astrid Cabral • Darlan Alberto Tupinambá Araújo Padilha (Dimythryus) • Débora Novaes de Castro • Eliana Mora • Eunice Arruda • Fernando Mendes Rosendo • Juçara Valverde • Lázaro Barreto • Márcio Catunda • Marco Bastos • Rogel Samuel • Romério Rômulo • Rosy Feros • Sandra Falcone Convidados especiais: Glauco Mattoso e Neide Archanjo Tema: memórias.

VOLUME 3
• Antônio Lázaro de Almeida Prado • Cláudia Belchior • Cláudio Schuster • Ivan Miziara • Lúcia Nobre • Luiz Paulo Serôa • Paula Cury • Regina Pouchain • Rita Moutinho • Sheila Pavanelli • Terêza Tenório • Vânia Moreira Diniz • Vera Vilela • Wilson Guanais • Xenïa Antunes Convidados especiais: Affonso Romano de Sant'Anna e Gilberto Mendonça TelesTema: Corpos

VOLUME 4
• Ana Wilinski • Cármen Rocha • Christina Magalhães Herrmann • Condorcet Aranha • Fabbio Cortez • Fernando Paganatto • Gerson Ney França • Gisele de Carvalho • Leila Míccolis • Maria da Graça Almeida • Márcia Sanchez Luz • Marlene Andrade Martins • Patrícia Evans • Rizolete Fernandes • Silvia PaivaConvidados especiais: Lêdo Ivo e Suzana Vargas

A SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL – Vol. 4 teve como tema, sugerido por Urhacy Faustino, “Entre quatro paredes”: a casa e as relações familiares: os cômodos (quarto, sala, cozinha), os objetos (televisão, geladeira, escrivaninha), os animais de estimação, as pessoas (pais, filhos, amantes), os sentimentos (cansaço, rotina desgaste, amor). As pessoas e os seus cotidianos. Seus sonhos e pesadelos. Seus medos e frustrações, seus humores, suas construções e desmoronamentos diários. Seus fantasmas. Dezessete poetas com abordagens interessantes e variadas sobre o assunto, algumas mais polêmicas e impactantes, como as de Fernando Paganatto, Leila Míccolis e Patrícia Evans, outras mais líricas como as de Ana Wilinski, Gisele de Carvalho e Silvia Paiva; há ainda a existencial de Maria da Graça de Almeida, a filosófica de Gerson Ney França, a multifária de Chris Herrmann, a clássica de Condorcet Aranha, a crítica de Cármen Rocha, a ontológica de Márcia Sanchez Luz, a instigante de Fabbio Cortez, a metafórica de Marlene de Andrade Martins, a lúcida de Rizolete Fernandes. Convidados especiais, prestigiando o projeto dois nomes reconhecidos nacional e internacionalmente: Lêdo Ivo, que é inclusive do Conselho Administrador do portal Blocos On line e Suzana Vargas. Foi lançada dia 23 de abril de 2007, Dia Internacional do Livro, criado pela UNESCO.
CRÉDITOS
Capa: Vande Rotta GomideTítulo: Eduardo Feijó Netto Machado Seleção de autores e textos: Leila MíccolisWebmaster: Urhacy FaustinoApoio cultural e Divulgação: CaravanaCult (Christina Herrmann e Clauky Saba)Realização e hospedagem: Blocos Online http://www.blocosonline.com.brE-mail: blocos@blocosonline.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Blocos Online - Portal cultural - Atualização diária: (LANÇADO NO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO : 23 DE ABRIL)
SACIEDADE DOS POETAS VIVOS - ANTOLOGIA DIGITAL - VOL. 4

Ana Wilinski Cármen Rocha Christina Magalhães Herrmann Condorcet Aranha Fabbio Cortez Fernando Paganatto Gerson Ney França Gisele de Carvalho Leila Míccolis Maria da Graça Almeida Márcia Sanchez Luz Marlene Andrade Martins Patrícia Evans Rizolete Fernandes Silvia Paiva.
Convidados especiais: Lêdo Ivo e Suzana Vargas
Jornal de Poesia - Marcia Sanchez Luz
Melodia - Márcia Sanchez Luz - Blocos - Poesia Brasileira Contemporânea:

MELODIA

Não há que negar
Nossas diferenças
Posto que existem
O claro e o escuro
Na mais densa mata
De todos os palcos
Desta melodia
Cujo nome é vida!
Transportada em redes
De luares rentes
Pois que a ti concedem
O clarão da alma
Da mais pura calma
Concebida em noites
De total silêncio
Onde a dor acaba
E o furor transcende
Transpassando a mente
Doce e saborosa
Pois que vicejante
Em tua fala quente
Que atordoa e mente!
Faz-se soberana
Como em ti emana
A presença humana...
Mãos que se entrelaçam
Entregando espaços
Antes tão restritos
A ínfimos laços!

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

quinta-feira, 24 de maio de 2007

O POETA

O poeta molha a face
Seca o pranto e se levanta
Deixa o prato, deixa tudo
Só não deixa a esperança.

Escreve...
Rabisca...
Pára o carro num lampejo
Desce o morro
Amarra a fala
Afia a alma
Afoga a dor
Aflige a calma
Cospe fogo se preciso.

O poeta assume a culpa
Do buraco que matou
Da faca que cortou
Do fogo que queimou
Da água que afogou
Do ar que rareou
Da dor que se assolou.

Aniquila-se...
Perturba-se...
Mas logo se levanta
Corre atrás do que esquecera
Verte a culpa, a insensatez
Lava a alma, cospe o horror
Tira disto uma certeza:
Nunca deixa de sentir.

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007