segunda-feira, 30 de julho de 2007

A Ingmar Bergman, que hoje nos deixou

VIAGEM

No nascer do sol
O expoente se inicia
Com a maldição do olhar.
E nas trevas ardentes
De chuvas que brotam
De mágoas intensas,
O sol desaparece
Num quebranto
De dor e amargura
Num espanto
De amor e ternura.

Márcia Sanchez Luz ©

domingo, 29 de julho de 2007

Márcia Sanchez Luz - Blocos - Poesia Brasileira Contemporânea

Márcia Sanchez Luz - Blocos - Poesia Brasileira Contemporânea:

FILHO DO DESTINO

Ao longe se avistava uma mangueira
Onde se via um pequeno menino
Sentado sobre seus corpulentos galhos
Matando a fome e a sede do cotidiano.

De longe se avistava uma mangueira
Bem no meio de um lindo gramado
Onde corriam cães, galinhas e esquilos
Todos em perfeita harmonia primaveril.

O menino, pobre filho do destino,
Da mangueira fez seu pão de cada dia
E a cada dia que passava
Passava o dia a se esconder
De cada novo dia a amanhecer.

Márcia Sanchez Luz ©

sábado, 28 de julho de 2007

GENTE HUMILDE
(Garoto - Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1969)

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Poemas de Leila Míccolis - ciclo ditaduras


CONTRADIÇÕES


Foi na vida que aprendi
a interpretar às avessas
os provérbios, pois na prática
as verdades são inversas:
quem não deve é quem mais teme,
há quem cale e não consinta,
e o diabo é exatamente
tão feio quanto se pinta.

(publicado com a autorização da autora)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Carta de uma Mãe que perdeu o filho na tragédia de Congonhas



A carta a seguir chegou até mim por e-mail, e achei por bem dividi-la com todos vocês que acessam este espaço.

Acredito que está mais do que na hora de fazermos uma reflexão a respeito de nossa função no mundo em que vivemos, para descobrirmos "a que" viemos nesta vida.

Não podemos mais assistir passivamente aos fatos trágicos que nos assolam diariamente e só lamentá-los.

Muita coisa há que ser mudada, e cabe a nós essa tarefa.

Como bem disse Vandré, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer...".

Márcia Sanchez Luz



"Aos governantes e à família brasileira,

Perdi o meu único filho.

Ninguém, a não ser outra mãe que tenha passado por semelhante tragédia, pode ter experimentado dor maior.

Mesmo sem ter sido dada qualquer publicidade à missa que ontem oferecemos à alma de meu filho, Luís Fernando Soares Zacchini, mais de cem pessoas compareceram. Em todos os olhos havia lágrimas. Lágrimas sinceras de dor, de saudade, de empatia. Meus olhos refletiam todos os prantos derramados por ele, por mim, por seu filhinho, por sua esposa, por todos parentes e amigos. Por todos os sacrificados na catástrofe do Aeroporto de Congonhas.

Há muito eu sabia que desastres aéreos iriam acontecer. Sabia que os vôos neste país não oferecem segurança no céu e na terra. Que no Brasil a voracidade de vender bilhetes aéreos superou o respeito à vida humana. A culpa é lançada sobre um número insuficiente de mal remunerados operadores aéreos ou sobre as condições das turbinas dos aviões. Um Governo alheio a vaias é responsável pelo desmonte de uma das mais respeitáveis e confiáveis empresas aéreas do mundo, a VARIG, em benefício da TAM, desde então, a principal provedora de bilhetes pagos pelo Governo. Que a opinião pública é desviada para supostos erros de bodes expiatórios, permitindo aos ambíguos incompetentes que nos governam continuarem sua ação impune. Que nossos aeroportos não têm condições de atender à crescente demanda de vôos cujo preço é o mais caro do mundo. Quando os usuários aguardam uma explicação, à falta de respeito ao cidadão juntam-se o escárnio e a cruel vulgaridade de uma ministra recomendando aos viajantes prejudicados que relaxem e gozem. Assuntos de alcova não condizentes com a reta postura moral e respeito exigidos no exercício de cargos públicos. Assessores do presidente deste país eximem-se da responsabilidade e do compromisso com a segurança de nosso povo exibindo gestos pornográficos. Gestos mais apropriados a bordéis do que a gabinetes presidenciais. Ao invés de se arrependerem de uma conduta chula, incompatível com a dignidade de um povo doce e amável como o brasileiro, ainda alardeiam indignação, único sentimento ao alcance dos indignos. Aqueles que deveriam comandar a responsabilidade pelo tráfego aéreo no Brasil nada fazem exceto conchavos. Aceitam as vantagens de um cargo sem sequer diferenciarem caixa preta de sucata. Tanto que oneraram e humilharam o país ao levar o material errado para ser examinado em Washington. Essas são as mesmas autoridades agraciadas com louvor e condecorações do Governo em nome do povo brasileiro, enquanto toda a nação, no auge de sofrimento, chorava a perda de seus filhos.

Tudo isto eu sabia. A mim, bastava-me minha dor, bastava meu pranto, bastava o sofrimento dos que me amam, dos que amaram meu filho. Nenhum choro ou lamento iria aumentar ou minorar tanta tristeza. Dores iguais ou maiores que a minha, de outras mães, dos pais, filhos e amigos dos mortos necessitam de consolo. A solidariedade e amor ao próximo obrigam-nos a esquecer a própria dor.

Não pensei, contudo, que teria de passar por mais um insulto: ouvir a falsidade de um presidente, sob a forma de ensaiadas e demagógicas palavras de conforto. Um texto certamente encomendado a um hábil redator, dirigido mais à opinião pública do que a nossos corações, ao nosso luto, às nossas vítimas. Palavras que soaram tão falsas quanto a forçada e patética tentativa que demonstrou ao simular uma lágrima. Não, francamente eu não merecia ter de me submeter a mais essa provação nem necessitava presenciar a estúpida cena: ver o chefe da nação sofismar um sofrimento que não compartilhava conosco.

Senhores governantes: há dias vejo o mundo através de lágrimas amargas mas verdadeiras. Confundem-se com as lágrimas sinceras e puras de todos os corações amigos. Há dias, da forma mais dolorosa possível, aprendi o que é o verdadeiro amor. O amor humano, o Amor Divino. O amor é inefável, o amor é um sentimento despojado de interesse, não recorre a histriônicas atitudes políticas.

Não jorra das bocas, flui do coração!

E que Deus nos abençoe!

Adi Maria Vasconcellos Soares

Porto Alegre, 21 de julho de 2007."

(enviado por Jailson Sanchez)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Poesia Temática Cores - Blocos Online


NO VERDE DOS TEUS OLHOS

No verde dos teus olhos
Enxergo teus enganos
Proclamo teus pecados
E clamo, não me deixes!

O azul que em mares vês
Em verde se transforma
Transformas até ele
Por que não te transformas?

Trazes formas diversas
E cores modificas
Pergunto se não podes
A dor modificar.

Norteias meu sorriso
Aturdes meu compasso
Num branco me arremessas
Atiras-me no espaço.

E eu envolta em prantos
Prateio teu remorso
Ajustando em meu canto
Teu espelho, meu cansaço.

Márcia Sanchez Luz ©


*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

Glauco Mattoso Site Oficial

Glauco Mattoso Site Oficial:

SONETO 234 CONFESSIONAL

Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.

Ainda odeio quem me tem odiado:
devolvo agora aquilo que declara.
Mas quem amei não volta, e a dor não sara.
Não sobra nem a crença no passado.

Palavra voa, escrito permanece,
garante o adágio vindo do latim.
Escrito é que nem ódio, só envelhece.

Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim...

(publicado com a autorização do autor)

domingo, 22 de julho de 2007

O POETA

O POETA

O poeta molha a face
Seca o pranto e se levanta
Deixa o prato, deixa tudo
Só não deixa a esperança.

Escreve...
Rabisca...
Pára o carro num lampejo
Desce o morro
Amarra a fala
Afia a alma
Afoga a dor
Aflige a calma
Cospe fogo se preciso.

O poeta assume a culpa
Do buraco que matou
Da faca que cortou
Do fogo que queimou
Da água que afogou
Do ar que rareou
Da dor que se assolou.

Aniquila-se...
Perturba-se...
Mas logo se levanta
Corre atrás do que esquecera
Verte a culpa, a insensatez
Lava a alma, cospe o horror
Tira disto uma certeza:
Nunca deixa de sentir.

Márcia Sanchez Luz ©


*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

sábado, 21 de julho de 2007

TRAGÉDIA

VÔO 3054, TAM – A TRAGÉDIA

Mais um vôo que ficou para trás.
Por trás disso tudo, o que fica para nós?
Mais uma triste estatística somente, ou será que devemos nos reorientar para tentarmos buscar soluções para as quais políticos fecham os olhos?

Tantas vidas se perdem hoje, quantas vidas se perderam e quantas ainda hão de se perder nesse turbilhão de horrores que transformam nosso dia a dia, fazendo-nos sentir cada vez mais impotentes frente à realidade que assusta, incomoda, e na qual não interferimos como agentes que, pressupostamente, deveríamos ser.

Será que não estamos também fechando nossos olhos para os horrores, e por que não dizer atentados, que presenciamos a todo instante? Será que nossos corações já se acostumaram com ignóbeis fatos?

Permito-me, hoje, estancar as lágrimas para não estancar a revolta, para poder ver com mais clareza e sensibilidade o que desconfigura nosso “status” de ser humano.

Tanto vemos e ouvimos que acabamos por nos acostumar com tais fatos. Precisamos voltar a gritar, mesmo que esse grito não atinja a imensidão de falcatruas a que nos habituamos, querendo ou não.

É preciso acordar desse pesadelo, rever nossa postura com relação ao mundo, para tentar reverter esse processo que nos leva, a curto prazo, ao fim de nossos dias enquanto seres que pensam e se crêem capazes de algo que realmente intervenha e interfira nessa realidade cruel.

Márcia Sanchez Luz
(madrugada de 17 para 18 de julho de 2007)

sexta-feira, 20 de julho de 2007


O ESPELHO


No espelho antevi o porvir
Moldado em arquétipos
Repleto de tipos
A se refletirem.

Contemplei limites
Vitais ilusões
Secretas crenças
A persistirem.

Veracidades...
Versatilidades...
Várias cidades
A se extinguirem.

Integrei-me à imagem
Em alto relevo
Entreguei-me à miragem
Que agora descrevo.

Seculares momentos
Discretos rebentos
Reflexos perdidos...
Puídos!

Márcia Sanchez Luz ©


*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

quarta-feira, 18 de julho de 2007

SEMPRE


SEMPRE

Sempre que puder
Buscar-te-ei no infinito
Mais profundo de meus sonhos.

Sempre que puderes
Procura-me em meu silêncio
Que encontrarás meu ser.

Estarei pronta.
Em meu casulo te abrigarei
E te alimentarei
E te amarei
E serei tua como a lua
Que espera a noite chegar
Como o sol que se deita
E te aquece
E te acalma
E te ilumina.
Sempre.

Márcia Sanchez Luz ©

domingo, 15 de julho de 2007

Guardo-te - Márcia Sanchez Luz - Blocos - Poesia Brasileira Contemporânea



GUARDO-TE

Guardo-te na memória
Como uma grata lembrança!
Alcanço teu desalento
Tua ausência choro e lamento.

Foste caminho inseguro
Apesar de achares que não...
Foste presença marcante
Ainda que não soubesses.

Caminhamos lado a lado
Dividindo nossos livros
Partilhando amigos
Segredos selados...

Visito nossa adolescência...

Tecíamos enredos
Trocávamos medos
E as noites em claro!

Por quê cresceste diferente
Do que havíamos tratado?

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

sábado, 14 de julho de 2007

Curiosidade


Recorde

Maior número de soluços contínuos:

Charlie Osborne, de Iowa, Estados Unidos, soluçou, sem parar, de 1922 a 1994.
Foram 1.009.152.000 soluços.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Glauco Mattoso - Sonetodos - UOL

Glauco Mattoso - Sonetodos - UOL:

*6 BILACAMONIA [1977]

cheguei partiste
e triste descontente
tinhas a alma no céu eternamente
e a alma na terra sempre triste

e paramos de súbito onde subiste
da vida desta vida se consente
a tua mão amor ardente
tive da luz que viste

hoje pode merecer-te
nem o pranto que me ficou
nem mágoa sem remédio de perder-te

e eu solitário anos encurtou
vendo a ver-te
na extrema curva de meus olhos te levou


(publicado com a autorização do autor)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Márcia Sanchez Luz - fls. 05 - Saciedade dos Poetas Vivos Digital - vol. 4 - Blocos Online

Márcia Sanchez Luz - fls. 05 - Saciedade dos Poetas Vivos Digital - vol. 4 - Blocos Online:

O SER E A MENTE

Profícua mente escancarada
Doce mente estilizada
Elitizada e profanada
Insana e temerosa
Criação do nada
Que se esconde
Em prantos.

Em cantos
Se esgueira
Espreita calada
A cada segundo
Do ser e do mundo
Seu perfeito modo de ser
Atribulada mente... solitária.

© Márcia Sanchez Luz

*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Márcia Sanchez Luz - poesia temática ecológica

Márcia Sanchez Luz - poesia temática ecológica:

AQUI ONDE MORO


Aqui onde moro
Quero-queros logo gritam
Se alguém se aproxima.
A coruja à tarde observa
Pra de noite começar.
Tartarugas no verão
Primavera por quê não?
Correm lépidas pra chuva
Atrás de água pra beber
Cantinho pra namorar.
Beija-flores nas grevilhas
Russélias brancas, vermelhas
Aguardam carinhos e beijos
Enquanto ixoras sorriem
Esperando sua vez.
Jasmins de todas as cores
Com suas formas variadas
Exalando olores diversos
Perfumam o ar, dançam ao vento
Trazem paz, doces alentos.
Gerivás e garirobas
Reais e imperiais
Arecas e washingtônias
Palmeiras aqui não faltam
Pra brindar as helicônias.
Aqui onde moro me integro
Entrego-me às plantas e aos bichos
Mensageiros do vento tilintam
Alertam pra chuva que vem
E pra que vai embora também.
Os bichos que aqui trafegam
Não precisam de controle
Seja em terra ou no ar
Não se agridem como os homens
Vivem em total sintonia.

© Márcia Sanchez Luz



*Do Livro "No Verde dos Teus Olhos" - Editora Protexto, PR - 2007


PSICONEUROLINGÜÍSTICA



Neste artigo, procuro discorrer sobre a educação do ponto de vista da psiconeurolingüística, abordando o tema da lateralidade cerebral.
Temos dois hemisférios cerebrais, o direito e o esquerdo, com funções distintas e que, portanto, processam as informações de maneiras diferentes. O hemisfério esquerdo é responsável pelo nosso racional, enquanto o direito é responsável pelo emocional.
As pessoas, em geral, têm um hemisfério mais desenvolvido que o outro. Van Gogh, por exemplo, tinha seu hemisfério direito mais desenvolvido que o esquerdo, isto é, trabalhava muito com a emoção. Pintou mais de 1.600 quadros e só vendeu um enquanto estava vivo.
A educação, na civilização ocidental, geralmente dá ênfase ao desenvolvimento do hemisfério esquerdo, deixando de lado as emoções, a intuição.
Vivemos em constante transformação. Assim, as formas de aprender também devem se modificar. Mas como? Balanceando os dois hemisférios, através de exercícios que nos possibilitem expandir nosso hemisfério direito, que é a via de entrada para o inconsciente e, assim, buscar o conhecimento a partir da intuição, ampliando nossas possibilidades de atuação na realidade.
Abrir mais o canal da intuição é, portanto, usar mais o hemisfério direito do cérebro, ampliando a consciência para novas dimensões da realidade. O equilíbrio dos hemisférios leva o ser humano a desenvolver sua auto-estima, fundamental para seu crescimento integral.
Assim, ao trabalharmos na expansão do lado do cérebro menos desenvolvido, ampliaremos nossas possibilidades de compreensão e atuação no mundo.
Tudo na vida é uma questão de treino. Então, comece a treinar estipulando metas. E estas nada mais são do que nossos sonhos com data marcada para se realizarem. Metas devem ser pessoais, com as quais devemos estar comprometidos. Nossos objetivos devem ser práticos e concretos para serem reais, além de positivos e específicos, para que nosso cérebro entenda a mensagem. A maneira como encaramos o que fazemos também deve ser positiva, assim como positiva deve ser a forma como nos comunicamos uns com os outros.

Proponho agora alguns exercícios de lateralidade cerebral, que estimulam a intuição, fazendo virem à tona emoções e percepções que cada um tem face a uma situação.


1. Cindy e Sebastian estão mortos no chão. Estão rodeados por vidro quebrado e água. A janela da sala está aberta e as cortinas balançam com a brisa.

Quem eram eles?
Como morreram e por quê?


2. Um homem está morto no chão. Ao seu lado há um pedaço de madeira, pó de serra e uma arma. Um outro homem vai até a porta, abre-a, dá uma olhada, vê o homem morto e sorri. Sai de lá extremamente feliz.

Como o homem morreu?
Por que o segundo homem está tão feliz?

3. Um homem passa pela janela, o telefone toca, o homem grita.

O que aconteceu?

Deixe sua resposta no local reservado para comentários, pois assim poderei dar as soluções às questões propostas.

A maioria de nossos processos mentais são hábitos profundamente formados. Desafiar nosso cérebro a fazer coisas de modo diferente ajuda a desenvolvê-lo. Tente mudar as rotinas sempre que possível: pegue um ônibus ao invés de sair de carro, sente em uma cadeira diferente da que está acostumado, leia alguns textos de ponta cabeça, enfim, deixe seu cérebro fazer associações. Desta maneira, você estará pensando lateralmente.

CURIOSIDADE

As fibras que ligam as duas metades do cérebro são maiores nas mulheres do que nos homens. Isto pode explicar porque as mulheres conseguem passar do pensamento prático para o emocional mais rapidamente que os homens.

© Márcia Sanchez Luz

Fontes Bibliográficas

• Ensino Dinâmico e Criativo (Ford, Leroy)
• First Certificate Gold (Richard Acklam and Sally Burgess)
• A Magia da Comunicação (Lair Ribeiro)
• Inteligência Emocional (Daniel Goleman, PHD)

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Nova Temática em Blocos Online

Recentemente, Leila Míccolis e Urhacy Faustino inauguraram no Portal Blocos Online a temática "Cores", aumentando ainda mais o leque de opções para os escritores.

As ilustrações, belíssimas, são de Urhacy Faustino.

Vale a pena dar uma passadinha por lá!

Ah, e deixei, nessa nova temática, dois poemas meus:

"Quarta de Crescente" e "No Verde dos Teus Olhos"

http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/pcores/pcores0009.php

http://www.blocosonline.com.br

domingo, 8 de julho de 2007

AMOR PERFEITO
Paulo Cesar Pinheiro

O que se vê acima é o poema “Amor Perfeito”, escrito pelas mãos do próprio Paulo Cesar Pinheiro, por ocasião do lançamento de seu livro “Viola Morena”, em 1984. Como “Amor Perfeito” não estava no mesmo, pedi a ele que o escrevesse para mim no final do livro, pedido que o poeta realizou de pronto!



AMOR PERFEITO
Paulo Cesar Pinheiro


O meu amor vê teu amor assim
Assim como um jardim
De flores novas

Por teu amor, o meu amor sem fim
Plantou dentro de mim
Um pé de trovas

E cada verso é um botão de flor
Anunciando, amor
A primavera

Que faz do tempo uma quimera
E a nossa vida mais sincera
E o nosso amor um grande amor

Teu coração, jardim dos meus jardins
Me cobre de jasmins
Cravos e rosas

Meu coração, teu carrilhão de sons
Te enfeita de canções
Versos e prosas

Cada canção é feito um beija-flor
Beijando o meu amor
Em nosso leito

Fazendo um ninho em nosso peito
Um ninho amor, de amor perfeito
E desse amor, perfeito amor.







sexta-feira, 6 de julho de 2007

PNL - Programação Neurolingüística


Breve História da PNL
Extraído do livro: PNL – A Nova Tecnologia do Sucesso - Steve Andreas e Charles Faulkner -Equipe de Treinamento da NLP Comprehensive - Editora Campus

A história da PNL é a história de uma sociedade improvável que criou uma inesperada sinergia que resultou em um mundo de mudanças. No início dos anos 70, o futuro co-fundador da PNL, Richard Bandler, estudava matemática na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. No princípio, ele passava a maior parte do seu tempo estudando computação. Inspirado por um amigo de família que conhecia vários dos terapeutas inovadores da época, ele resolveu cursar psicologia. Após estudar cuidadosamente alguns desses famosos terapeutas, Richard descobriu que, repetindo totalmente os padrões pessoais de comportamento deles, poderia conseguir resultados positivos similares com outras pessoas. Essa descoberta se tornou a base para a abordagem inicial de PNL conhecida como Modelagem da Excelência Humana. Depois, ele encontrou outro co-fundador da PNL, o Dr. John Grinder, professor adjunto de lingüística. A carreira de John Grinder era tão singular quanto a de Richard. Sua capacidade para aprender línguas rapidamente, adquirir sotaques e assimilar comportamentos tinha sido aprimorada na Força Especial do Exército Americano na Europa nos anos 60 e depois quando membro dos serviços de inteligência em operação na Europa. O interesse de John pela psicologia alinhava-se com o objetivo básico da lingüística - revelar a gramática oculta de pensamento e ação.
Descobrindo a semelhança de seus interesses, eles decidiram combinar os respectivos conhecimentos de computação e lingüística, junto com a habilidade para copiar comportamentos não-verbais, com o intuito de desenvolver uma "linguagem de mudança".
No começo, nas noites de terça-feira, Richard Bandler conduzia um grupo de terapia Gestalt formado por estudantes e membros da comunidade local. Ele usava como modelo o seu fundador iconoclasta, o psiquiatra alemão Fritz Perls. Para imitar o dr. Perls, Richard chegou a deixar crescer a barba, fumar um cigarro atrás do outro e falar inglês com sotaque alemão. Nas noites de quinta-feira, Grinder conduzia um outro grupo usando os modelos verbais e não-verbais do dr. Perls que vira e ouvira Richard usar na terça. Sistematicamente, eles começaram a omitir o que achavam ser comportamentos irrelevantes (o sotaque alemão, o hábito de fumar) até descobrirem a essência das técnicas de Perls - o que fazia Perls ser diferente de outros terapeutas menos eficazes. Haviam iniciado a disciplina de Modelagem da Excelência Humana.
Encorajados por seus sucessos, eles passaram a estudar um dos grandes fundadores da terapia de família, Virginia Satir, e o filósofo inovador e pensador de sistemas, Gregory Bateson. Richard reuniu suas constatações originais na sua tese de mestrado, publicada mais tarde como o primeiro volume do livro A Estrutura da Magia. Bandler e Grinder tinham se tornado uma equipe, e as suas pesquisas continuaram a ser feitas com determinação.
O que os diferenciava de muitas escolas de pensamento psicológico alternativo, cada vez mais numerosas na Califórnia naquela época, era a busca da essência da mudança. Quando Bandler e Grinder começaram a estudar pessoas com dificuldades variadas, observaram que todas as que sofriam de fobias pensavam no objeto de seu medo como se estivessem passando por aquela experiência no momento. Quando estudaram pessoas que já haviam se livrado de fobias, eles viram que todas elas agora pensavam nesta experiência de medo como se a tivessem vendo acontecer com outra pessoa, semelhante a observar um parque de diversões à distância. Com esta descoberta simples, mas profunda, Bandler e Grinder decidiram ensinar sistematicamente pessoas fóbicas a experimentarem seus medos como se estivessem observando suas fobias acontecerem com uma outra pessoa à distância. As sensações fóbicas desapareceram instantaneamente. Uma descoberta fundamental da PNL havia sido feita. Como as pessoas pensam a respeito de uma coisa faz uma diferença enorme na maneira como elas irão vivenciá-la.
Ao buscarem a essência da mudança nos melhores mestres que puderam encontrar, Bandler e Grinder questionaram o que mudar primeiro, o que era mais importante mudar, e por onde seria mais importante começar. Por sua habilidade e crescente reputação, rapidamente conseguiram ser apresentados a alguns dos maiores exemplos de excelência humana no mundo, incluindo o Doutor Milton H. Erickson, M.D., fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, e amplamente reconhecido como o mais notável hipnotizador do mundo.
O Dr. Erickson era uma pessoa tão excêntrica quanto Bandler e Grinder. Jovem e robusto fazendeiro de Wisconsin, na década de 1920, ele foi atacado pela poliomielite aos dezoito anos. Incapaz de respirar sozinho, ele passou mais de um ano deitado dentro de um pulmão de aço na cozinha da sua casa. Embora para uma outra pessoa qualquer isso pudesse ter significado uma sentença de prisão, Erickson era fascinado pelo comportamento humano e se distraía observando como a família e os amigos reagiam uns aos outros, consciente e inconscientemente. Ele construía comentários que provocariam respostas imediatas ou retardadas nas pessoas a sua volta, o tempo todo aprimorando a sua capacidade de observação e de linguagem.
Recuperando-se o suficiente para sair do pulmão de aço, ele reaprendeu a andar sozinho, observando sua irmãzinha dar os primeiros passos. Embora continuasse precisando de muletas, participou de uma corrida de canoagem antes de partir para a faculdade, onde acabou se formando em medicina e depois em psicologia. Suas experiências e provações pessoais anteriores o deixaram muito sensível à sutil influência da linguagem e do comportamento. Ainda estudando medicina, ele começou a se interessar muito por hipnose, indo mais além da simples observação de pêndulos e das monótonas sugestões de sonolência. Ele observou que seus pacientes, ao lembrarem de certos pensamentos ou sensações, entravam naturalmente em um breve estado semelhante a um transe e que esses pensamentos e sensações poderiam ser usados para induzir estados hipnóticos. Mais velho, ele se tornou conhecido como o mestre da hipnose indireta, um homem que podia induzir um transe profundo apenas contando histórias.
Na década de 1970, o Dr. Erickson já era muito conhecido entre os profissionais da medicina e era até assunto de vários livros, mas poucos alunos seus conseguiam reproduzir seu trabalho ou repetir seus resultados. Dr. Erickson freqüentemente era chamado de "curandeiro ferido", visto que muitos colegas seus achavam que seus sofrimentos pessoais eram responsáveis por ele ter se tornado um terapeuta habilidoso e famoso mundialmente.
Quando Richard Bandler ligou pedindo uma entrevista, aconteceu de o Dr. Erickson atender, pessoalmente, o telefone. Embora Bandler e Grinder fossem recomendados por Gregory Bateson, Erickson respondeu que era um homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo, "Algumas pessoas, Dr. Erickson, sabem como achar tempo", enfatizando bem "Dr. Erickson" e as duas últimas palavras. A resposta foi, "Venha quando quiser", enfatizando também as duas últimas palavras em especial. Embora, aos olhos do Dr. Erickson, a falta de um diploma de psicologia fosse uma desvantagem para Bandler e Grinder, o fato de esses dois jovens talvez serem capazes de descobrir o que tantos outros não haviam percebido o deixou intrigado. Afinal de contas, um deles havia acabado de falar com ele usando uma de suas próprias descobertas de linguagem hipnótica, hoje conhecida como um comando embutido. Ao enfatizar as palavras "Dr. Erickson, achar tempo", ele havia criado uma frase separada dentro de uma outra maior que teve o efeito de um comando hipnótico.
Bandler e Grinder chegaram no consultório/casa do Dr. Erickson em Phoenix, no Arizona, para aplicar suas técnicas de modelagem, recentemente desenvolvidas, ao trabalho do talentoso hipnotizador. A combinação das legendárias técnicas de hipnotização do Dr. Erickson e as técnicas de modelagem de Bandler e Grinder forneceram a base para uma explosão de novas técnicas terapêuticas. O trabalho deles junto com o Dr. Erickson confirmou que haviam encontrado uma forma de compreender e reproduzir a excelência humana.
Nesta época, as turmas da faculdade e os grupos noturnos conduzidos por Grinder e Bandler estavam atraindo um número crescente de alunos ansiosos por aprenderem esta nova tecnologia de mudança. Nos anos seguintes, vários deles, inclusive Leslie Cameron-Bandler, Judith DeLozier, Robert Dilts e David Gordon dariam importantes contribuições próprias. Oralmente, esta nova abordagem de comunicação e mudança começou a se espalhar por todo o país. Steve Andreas, na época um conhecido terapeuta da Gestalt, deixou de lado o que estava fazendo para estudá-la. Rapidamente, ele decidiu que a PNL era uma novidade tão importante que, junto com a mulher e sócia, Connirae Andreas, gravou os seminários de Bandler e Grinder e os transcreveu em vários livros. O primeiro, "Sapos em Príncipes", se tornaria o primeiro best-seller sobre PNL. Em 1979, um extenso artigo sobre PNL foi publicado na revista Psychology Today, intitulado "People Who Read People". A PNL deslanchava.
Hoje, a PNL é a essência de muitas abordagens para a comunicação e para a mudança. Popularizada por Anthony Robbins, John Bradshaw e outros, partículas de PNL se inseriram nos treinamentos de vendas, seminários sobre comunicação, salas de aula e conversas. Quando alguém fala de Modelagem da Excelência Humana, ficar em forma, criar "rapport", criar um futuro atraente ou quão "visual" é, está usando conceitos da PNL. Importante ressaltar que, um pouco de conhecimento pode ser perigoso, ou pode não significar nada. Saber sobre a Modelagem da Excelência Humana é muito diferente do que ser capaz de fazer isso. Saber um pouquinho de PNL é diferente de ter a chance de fazê-la sua.

O que é a PNL


'Neuro' (derivado do grego neuron para nervo) representa o princípio fundamental de que todo comportamento é o resultado de processos neurológicos. 'Lingüística' (derivado do latim lingua que significa linguagem) indica que processos neurais são representados, organizados e seqüenciados em modelos e estratégias através da linguagem e sistemas de comunicação. 'Programação' refere-se ao processo de organizar os componentes de um sistema (representações sensoriais, neste caso) para alcançar resultados específicos". (Dilts, Grinder, Bandler e DeLozier, Neuro-linguistic Programming Vol. I).
"A PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma de terapia. Nós ensinamos às pessoas algumas coisas sobre como seus cérebros funcionam e elas usam esta informação para mudar." (Richard Bandler)
"A PNL é prática. Trata-se de um conjunto de modelos, habilidades e técnicas que nos permitem pensar e agir com mais eficiência no mundo. O objetivo da PNL é ser útil, oferecer mais opções de escolha e melhorar a qualidade de vida. As perguntas mais importantes deste livro são: 'Ele é útil? Dá resultados?'. Descubra o que é útil e o que funciona através da experiência. E, o que é mais importante, descubra o que não funciona e modifique-o até que dê resultado. Esse é o espírito da PNL." (O'Connor e Seymour, Introdução à PNL).
"A Programação Neurolingüística é a arte e a ciência da excelência, ou seja, das qualidades pessoais. É arte porque cada pessoa imprime sua personalidade e seu estilo àquilo que faz, algo que jamais pode ser apreendido através de palavras e técnicas. E é ciência porque utiliza um método e um processo para determinar os padrões que as pessoas usam para obter resultados excepcionais naquilo que fazem. Esse processo chama-se modelagem, e os padrões, habilidades e técnicas descobertos através dele estão sendo cada vez mais usados em terapia, no campo da educação e profissional, para criar um nível de comunicação mais eficaz, um melhor desenvolvimento pessoal e uma aprendizagem mais rápida. Você já fez algo com tal eficiência a ponto de ficar impressionado? Já lhe aconteceu de se admirar do que fez e ficar pensando como conseguiu aquilo? A Programação Neurolingüística nos ensina a entender e a modelar nossos sucessos, para que possamos repeti-los." (idem)
"A Programação Neurolingüística é a disciplina cujo domínio é a estrutura da experiência subjetiva. Ela não tem compromisso com a teoria, mas ao contrário tem as características de um modelo – um conjunto de procedimentos cuja utilidade, e não veracidade, é a medida do seu valor. A PNL apresenta ferramentas específicas que podem ser aplicadas efetivamente em qualquer interação humana. Ela oferece técnicas específicas por meio das quais um praticante pode organizar e reorganizar de forma útil sua experiência ou a experiência de outra pessoa para definir e subseqüentemente assegurar qualquer resultado comportamental". (Dilts, Grinder, Bandler e DeLozier, Neuro-linguistic Programming Vol. I).

Aplicabilidade


Os inúmeros modelos de PNL desenvolvidos até o momento permitiram, entre outros resultados:
1. Cura rápida de fobia (até 10 minutos).
2. Cura rápida de vícios e maus hábitos, como tabagismo e roer unhas.
3. Modelagem de estratégias e capacidades de pessoas e ensino a outras
4. Resolução de conflitos
5. Cura de traumas intensos, como de estupro.
6. Cura de alergia sem medicamentos.
7. Cura de câncer (contada por Robert Dilts no livro Crenças).
8. Mudança de crenças e convicções limitantes.
9. Aperfeiçoamento de estratégias de definição de objetivos e aumento da flexibilidade de comportamento para atingi-los.
10. Aperfeiçoamento do uso da linguagem na comunicação e na representação de informações.
11. Padronização da hipnose para uso prático, voltado para resultados.

Como experimentar a PNL

Pense em uma experiência agradável, como se fosse um filme. Feche os olhos para fazer melhor. Você se vê lá nas cenas, a experiência acontece quase como se fosse com outra pessoa. Agora entre no filme. Veja o que estava vendo, ouça o que estava ouvindo, sinta como acontecendo agora. Alguma diferença?
Abra os olhos e olhe em volta para apagar sua tela mental. Agora pense em um inseto, como uma aranha ou formiga. Aumente seu tamanho, ponha cores reais nesta imaginação. Aumente ainda mais o tamanho. Alguma diferença? Agora diga para si mesmo: "Isto é uma ilusão". Muda algo? Faça o inseto voltar ao normal e afaste-o ou simplesmente apague-o.
Você teve oportunidade de entrar em contato com alguns de seus processos internos. Esses processos estão relacionados aos sentidos: vemos, ouvimos, sentimos e falamos com nós mesmos (diálogo interno). Ao visualizar internamente, podemos estar lembrando ou construindo imagens, o mesmo ocorrendo com os sons. Um dos recursos mais usados em PNL é a descoberta da relação entre processos internos de uma pessoa e o movimento dos olhos. A indicação externa do que estamos fazendo é a posição dos olhos.

Para verificar esses padrões, peça para alguém responder às perguntas abaixo e observe seus olhos.
a) Olhos para o alto, à esquerda: Visual recordado – De que cor é a porta da frente da sua casa ou seu apartamento? De que cor são os olhos da sua mãe? Qual a altura do edifício onde você mora?
b) Olhos para o alto, à direita: Visual construído – Como você se pareceria, do meu ponto de vista? Como você ficaria de cabelo roxo? Em um mapa de cabeça para baixo, em que direção ficaria o Sul?
c) Olhos para o lado esquerdo: Auditivo recordado – Qual é o seu tipo preferido de música? Como seria sua voz debaixo d'água? Qual seria o som de uma serra elétrica cortando uma chapa de aço?
d) Olhos para o lado direito: Auditivo construído – Você consegue ouvir um papagaio dizendo seu nome carinhosamente no seu ouvido direito? E no esquerdo? Como é apertar uma tecla de um piano e ouvir um latido?
e) Olhos para baixo, à direita: Cinestésico – Qual é a sensação da água no seu corpo quando você nada? Como é a sensação de apertar o dedo na porta? Como é o pelo de um gato? Qual de suas mãos neste momento tem mais sensações?
f) Olhos para baixo, à esquerda: Diálogo interno = auditivo digital – Em que tom de voz você diz algo a si mesmo quando verifica que fez um bom trabalho? O que diz para si mesmo quando algo dá errado? Quando fala consigo mesmo, de onde vem o som?

Os sinais visuais e outros, chamados pistas de acesso, são usados por exemplo para se detectar o que uma pessoa está fazendo e no que ela está prestando atenção, ou seja, as estratégias de pensamento que ela está aplicando.

Esses pequenos experimentos evidenciam o campo de trabalho da PNL, que é a sua experiência subjetiva, o seu mundo interior, com toda a riqueza e potencial em boa parte inexplorados. Diferenças fundamentais da PNL para outras disciplinas e metodologias são a visão da mente como constituída de processos em andamento, nos quais se pode intervir, a integração corpo-mente e uma abordagem sistêmica e ecológica, em que há um profundo respeito aos objetivos das pessoas e às suas crenças. Neste contexto, a PNL se insere justamente como uma atitude e uma ferramenta para apoiar as pessoas na definição e consecução de seus próprios objetivos.

Adaptação do artigo de Virgílio Vasconcelos Vilela, em http://www.possibilidades.com.br/recursos/pnl.asp

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Blocos - Teatro - Notícias

Blocos - Teatro - Notícias :

TESTES PARA O CASTING DA REDE BANDEIRANTES - ATRIZES E ATORES BAILARINOS

A BAND convida BAILARINOS e ATORES BAILARINOS (Maiores de 18 anos) para as AUDIÇÕES de seleção do elenco da NOVA NOVELA MUSICAL, que estréia ainda este ano na TV. Os testes acontecerão em julho de 2007 em São Paulo/SP. A novela, uma comédia romântica musical, será ambientada no universo da dança e precisa de profissionais talentosos, com ou sem experiência em televisão, que saibam dançar, atuar e até cantar. Para participar das audições, cada interessado deve preencher a ficha de inscrição no site:

www.band.com.br/audicao e depois, basta imprimi-la e enviá-la junto com um currículo profissional completo e duas fotos recentes para:

A/C: CAT Central de Atendimento ao Telespectador / AUDIÇÃO
RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES
RUA RADIANTES, 13 - MORUMBI - SÃO PAULO/SP
CEP 05699-900

Notícia enviada por Ivonete Mendes

quarta-feira, 4 de julho de 2007


TUA, ETERNAMENTE


Sim.
Buscar-te-ei até o fim
De meus dias.
Tomar-te-ei em meus braços
Como a um bebê incansável.
Dar-te-ei meu colo
Meu solo.
Minha canção será tua
Como tua é minha paz.
Mas não te aflijas se eu me for.
Tua serei, eternamente.

© Márcia Sanchez Luz

terça-feira, 3 de julho de 2007

Jornal de Poesia - Márcia Sanchez Luz

Jornal de Poesia - Márcia Sanchez Luz

From: Márcia Sanchez Luz
To: soaresfeitosa@secrel.com.br
Sent: Saturday, June 02, 2007 7:04 PM
Subject: À Vista de Ti


Caro poeta Soares Feitosa


Nunca te vi, melhor que seja assim.

'Nunca te vi, sempre te amei' - um dos filmes mais lindos que tenho por lembrança... esta tua frase me remeteu a ele... o quanto podemos conhecer e amar uma pessoa pelas palavras não proferidas, mas tão bem colocadas num pedaço de papel... experiências trocadas à distância, enriquecidas pelo imaginário de cada um!

Teus cabelos seriam trinados ao vento?

Sim, pois que o vento e seus mensageiros tilintam os mais diversos sons sobre eles!

Nestes tempos modernos, teria lugar para um silêncio?

Um silêncio da voz, certamente!
Bastaria a constatação da existência além da virtualidade.

Abraço-te, poeta

Márcia Sanchez Luz

segunda-feira, 2 de julho de 2007

CAVALEIRO ARMADO

E o cavaleiro armado errante andava
Em busca de tropas guerrilheiras,
De sons de cítaras e harpas
Suplicando a doce melodia já esquecida.

Buscava ele bravos homens
Empenhados em lutar contra a maldição de nossa Era.
E em vez de espada, um violino...
O revólver seria uma flauta.

® Márcia Sanchez Luz