terça-feira, 23 de junho de 2009

Poema de Jorge Sader Filho




Recado


Jorge Cortás Sader Filho



Papel, se alguém perguntar,

Diga que as coisas vão bem.

Que ainda posso falar

O que na cabeça me vem.


Que a Vida vai passando

Como é de se esperar.
E eu sempre teimando

Insisto no meu lugar.

Desistir não posso nem devo;
Não há lugar pra fraqueza
Se no contorno d’alma o relevo
Não me mostra tibieza.


Papel, se alguém perguntar,

Diga que as coisas vão bem,

Que ainda posso amar
As coisas que o mundo tem.


Diga também, por favor,
Que embora com a alma ferida

Ainda sinto o ardor,

Nas veias da minha Vida.



4 comentários:

  1. Poeta Márcia,Parabéns pelo porte!
    O poema do Poeta Jorge Sader Filho,
    é belíssimo!
    Beijos.
    Malu

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  2. Vir cá é certeza de boa leitura. Seu apresentado dialoga artisticamente.
    Muito bem, Márcia
    Até breve

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  3. Márcia, grande homenagem ao meu amigo cachorrão! Este é um dos poemas do Sader que mais admiro, e no qual ele revela sua simplicidade e desapego de vaidades. Abração.

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