domingo, 21 de março de 2010

A poesia de Humberto Rodrigues Neto


PALHAÇO TAMBÉM CHORA



© Humberto Rodrigues Neto


Ambos jovens, aos palcos desta vida
subimos, cada qual com seu papel;
vivendo ora a comédia divertida,
ora um enredo de ilação cruel.

Interpretamos cada riso ou pranto
apaixonada e primorosamente,
e ao longo do sucesso que era tanto,
a vida foi andando para a frente!

Mas eis que um dia, entre um ato e outro
do amor o enredo a declinar começa;
sais de um roteiro e te colocas noutro,
rendida ao charme do vilão da peça!

De principal ator eu regredi
a este fantoche que tu vês agora;
finda a comédia é que eu compreendi
por que é que às vezes um palhaço chora!


(Poema publicado com a autorização do autor)