segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Soneto Para Eugênia - Anibal Beça (em Suíte da Palavra)


SONETO PARA EUGÊNIA


Anibal Beça ©

O tempo que te alonga todo dia
é duração que colhes na paisagem,
tão distante e tão perto em ventania,
sitiando limites na viagem.

Desse mar que se afasta em maresia
o vago em teu olhar se faz aragem
nas vagas que se vão em vaga via
vigia de teus pés no vão das margens.

E o fio da teia vai fugindo fosco,
irreparável névoa pressentida
nos livros que não leste, nesses poucos

momentos que sobravam da medida.
Angústia de ponteiros, sol deposto,
no tédio das desoras foge a vida.


Vida que bem mereces por inteiro,
e é pouca a que te dou de companheiro.


(Este soneto chegou a mim por e-mail, enviado pelo próprio Anibal Beça)