terça-feira, 10 de julho de 2007


PSICONEUROLINGÜÍSTICA



Neste artigo, procuro discorrer sobre a educação do ponto de vista da psiconeurolingüística, abordando o tema da lateralidade cerebral.
Temos dois hemisférios cerebrais, o direito e o esquerdo, com funções distintas e que, portanto, processam as informações de maneiras diferentes. O hemisfério esquerdo é responsável pelo nosso racional, enquanto o direito é responsável pelo emocional.
As pessoas, em geral, têm um hemisfério mais desenvolvido que o outro. Van Gogh, por exemplo, tinha seu hemisfério direito mais desenvolvido que o esquerdo, isto é, trabalhava muito com a emoção. Pintou mais de 1.600 quadros e só vendeu um enquanto estava vivo.
A educação, na civilização ocidental, geralmente dá ênfase ao desenvolvimento do hemisfério esquerdo, deixando de lado as emoções, a intuição.
Vivemos em constante transformação. Assim, as formas de aprender também devem se modificar. Mas como? Balanceando os dois hemisférios, através de exercícios que nos possibilitem expandir nosso hemisfério direito, que é a via de entrada para o inconsciente e, assim, buscar o conhecimento a partir da intuição, ampliando nossas possibilidades de atuação na realidade.
Abrir mais o canal da intuição é, portanto, usar mais o hemisfério direito do cérebro, ampliando a consciência para novas dimensões da realidade. O equilíbrio dos hemisférios leva o ser humano a desenvolver sua auto-estima, fundamental para seu crescimento integral.
Assim, ao trabalharmos na expansão do lado do cérebro menos desenvolvido, ampliaremos nossas possibilidades de compreensão e atuação no mundo.
Tudo na vida é uma questão de treino. Então, comece a treinar estipulando metas. E estas nada mais são do que nossos sonhos com data marcada para se realizarem. Metas devem ser pessoais, com as quais devemos estar comprometidos. Nossos objetivos devem ser práticos e concretos para serem reais, além de positivos e específicos, para que nosso cérebro entenda a mensagem. A maneira como encaramos o que fazemos também deve ser positiva, assim como positiva deve ser a forma como nos comunicamos uns com os outros.

Proponho agora alguns exercícios de lateralidade cerebral, que estimulam a intuição, fazendo virem à tona emoções e percepções que cada um tem face a uma situação.


1. Cindy e Sebastian estão mortos no chão. Estão rodeados por vidro quebrado e água. A janela da sala está aberta e as cortinas balançam com a brisa.

Quem eram eles?
Como morreram e por quê?


2. Um homem está morto no chão. Ao seu lado há um pedaço de madeira, pó de serra e uma arma. Um outro homem vai até a porta, abre-a, dá uma olhada, vê o homem morto e sorri. Sai de lá extremamente feliz.

Como o homem morreu?
Por que o segundo homem está tão feliz?

3. Um homem passa pela janela, o telefone toca, o homem grita.

O que aconteceu?

Deixe sua resposta no local reservado para comentários, pois assim poderei dar as soluções às questões propostas.

A maioria de nossos processos mentais são hábitos profundamente formados. Desafiar nosso cérebro a fazer coisas de modo diferente ajuda a desenvolvê-lo. Tente mudar as rotinas sempre que possível: pegue um ônibus ao invés de sair de carro, sente em uma cadeira diferente da que está acostumado, leia alguns textos de ponta cabeça, enfim, deixe seu cérebro fazer associações. Desta maneira, você estará pensando lateralmente.

CURIOSIDADE

As fibras que ligam as duas metades do cérebro são maiores nas mulheres do que nos homens. Isto pode explicar porque as mulheres conseguem passar do pensamento prático para o emocional mais rapidamente que os homens.

© Márcia Sanchez Luz

Fontes Bibliográficas

• Ensino Dinâmico e Criativo (Ford, Leroy)
• First Certificate Gold (Richard Acklam and Sally Burgess)
• A Magia da Comunicação (Lair Ribeiro)
• Inteligência Emocional (Daniel Goleman, PHD)