sexta-feira, 4 de abril de 2008

Soneto a Martin Luther King


“Eu tenho um sonho...”


Sou vida, sou maduro e acrobata
num mundo onde a inocência não tem vez
e que perante a intriga, mesmo inata,
procura destruir a insensatez.

Do negro sou baliza que reata
dessemelhantes na feição, na tez.
Da lida autoritária autodidata,
sou eu voraz vilão de mês a mês.

Sou fonte de ideários, sou atleta
na luta contra a discriminação
que faz de nossas peles tamborim.

Racismo é fato vil, é coisa abjeta:
semeia temporais no coração.
Sou Martin, eu sou Luther, eu sou King!


© Márcia Sanchez Luz