
Recado
Jorge Cortás Sader Filho
Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem.
Que ainda posso falar
O que na cabeça me vem.
Que a Vida vai passando
Como é de se esperar.
E eu sempre teimando
Insisto no meu lugar.
Desistir não posso nem devo;
Não há lugar pra fraqueza
Se no contorno d’alma o relevo
Não me mostra tibieza.
Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem,
Que ainda posso amar
As coisas que o mundo tem.
Diga também, por favor,
Que embora com a alma ferida
Ainda sinto o ardor,
Nas veias da minha Vida.
Poeta Márcia,Parabéns pelo porte!
ResponderExcluirO poema do Poeta Jorge Sader Filho,
é belíssimo!
Beijos.
Malu
Bonito poema.
ResponderExcluirUm beijinho
Vir cá é certeza de boa leitura. Seu apresentado dialoga artisticamente.
ResponderExcluirMuito bem, Márcia
Até breve
Márcia, grande homenagem ao meu amigo cachorrão! Este é um dos poemas do Sader que mais admiro, e no qual ele revela sua simplicidade e desapego de vaidades. Abração.
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