sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu voo - Poema de Márcia Sanchez Luz



Gravura de Celito Medeiros


Eu voo num tempo
em que o equidistante
paira na janela
de meu ser.

Eu voo no espaço
onde o mais distante
é o que está mais perto
de teu viver.

Vou num voo inquieto
neste céu aberto
transgredir a ausência
deste teu querer.

E tu vais, desperto,
num caminho incerto,
conhecer a essência
de meu bem-querer.

© Márcia Sanchez Luz