segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nathan de Castro


Soneto de Agosto

 

© Nathan de Castro


Eu tanto amei, e amei, perdidamente,
que me perdi nas lágrimas de agosto
e todo azar do mundo me fez crente
do verso feito às luzes do desgosto.

Eu tanto amei, e amei com todo o gosto!
Bebi do olhar do beijo reluzente,
me deparei com os traços do teu rosto
e me encantei poeta, triste e ausente.

Perdido e usando a máscara do tempo,
vaguei de pedra, ousando outro elemento,
para aprender o inverno da paixão...

Nada aprendi, e agora o passatempo
de rabiscar nas páginas do tempo
é o que ainda pulsa e afaga o coração.


(Soneto publicado com a autorização do autor)