Este canto é para os que se encantam com a poesia, com a vida, com a natureza, com a alma humana, em suas mais diversas facetas.
sábado, 28 de outubro de 2017
domingo, 20 de agosto de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Airo Zamoner: A maestria de um ser iluminado
A última porta
© Airo Zamoner
![]() |
| Fog in the park, Leonid Afremov |
Quantas portas abri? Foram milhares?
Quantas se abriram dóceis, obedientes?
Quantas atravessei, só com olhares
desconfiados, furtivos, quais serpentes?
Quantas atravessei, só com olhares
desconfiados, furtivos, quais serpentes?
Muitas,
peremptório, recusei,
e condenado eu fui, causando espanto.
Mas, sem atalhos, persegui a Lei
sem titubeios, sem um entretanto.
e condenado eu fui, causando espanto.
Mas, sem atalhos, persegui a Lei
sem titubeios, sem um entretanto.
E surge
agora, rindo, a nova porta,
rangendo, impassível. Na volta e ida,
meus argumentos todos ela corta
rangendo, impassível. Na volta e ida,
meus argumentos todos ela corta
e me expulsa,
assim, abstraída,
sem modos, sem decência. Nem se importa
que a plateia me aplauda na saída.
sem modos, sem decência. Nem se importa
que a plateia me aplauda na saída.
(Primavera,
Novembro 2016)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Tanussi Cardoso na REVUE D’ART ET DE LITTÉRATURE, MUSIQUE
O poema “As
Mortes”, de Tanussi Cardoso, acaba de sair na REVUE D’ART ET DE LITTÉRATURE,
MUSIQUE, em Mazères, França, vertido para o francês por FRANÇOIS OLÈGUE, com o
título de “LES MORTS”. No número atual, três poetas brasileiros foram
publicados: Antonio Cicero, Ricardo Carranza e Tanussi Cardoso.
Segue a
versão francesa do poema. Quem desejar conhecer a REVUE D”ART ET DE
LITTÉRATURE, MUSIQUE, é só seguir os links abaixo.
LES MORTS
Tanussi Cardoso
Quand mon
premier amour est mort,
« c’est
moi » – ai-je dit – « qui suis mort. »
Quand mon
père s’en est allé,
le cœur
déréglé,
« c’est
moi » – ai-je dit – « qui suis mort. »
Quand ma
tante et mes sœurs
sont passées
de vie à trépas,
« c’est
moi » – ai-je dit – « qui suis mort,
n’est-ce
pas ? »
Et puis mon
grand-père du Nord,
mes amis
fauchés par la mort,
mes cousins
enlevés par le sort,
mon siamois
et mon pékinois...
C’est moi
seul qui suis mort, c’est moi !
Et pourtant,
je suis encore en vie,
persistant à
faire de la poésie ;
ma nature
explose, farouche,
et l’amour
m’embrasse sur la bouche,
et un dieu me
répète que oui.
Euh, sais
pas... S’il en est ainsi,
elle ne fait
rien à l’affaire, la mort.
Je mourrai,
moi-même, après que je serai mort.
sábado, 5 de dezembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Poesia para Mudar o Mundo - vol. 3 - BLOCOS ONLINE
Em novembro de 2013 iniciamos este
projeto, cujo intuito é mobilizar as pessoas para a importância da poesia,
capaz de mudar comportamentos, pensamentos, atitudes, óticas, sensibilidades e,
consequentemente, mudar o mundo. O volume 3 será lançado no dia 4 de novembro
de 2015, com a participação de 51 poetas. A leitura on line é
gratuita, o que possibilita maior divulgação da obra dos participantes.
Participantes:
Adriane Garcia • Afonso de Castro Gonçalves • Anderson Braga Horta • Angela Moraes Souza • Antônio Lázaro de Almeida Prado • Beatriz Chacon • Belvedere Bruno • Bilá Bermardes • Carmen Silvia Presotto • Cristina Helena Rocha • Eunice Arruda • Flavio Gimenez • Flavio Machado • Gerson Ney França • Graça Graúna • Ildefonso de Sambaíba • Jandira Zanchi • Jania Souza • Jayme Benassuly • Juliana Meira • Leila Míccolis • Lena Jesus Ponte • Leninha • Líria Porto • Lourença Lou • Luiz Otávio Oliani • Mara Senna • Marcelo Benini • Marcelo Mourão • Márcia Sanchez Luz • Maria Elizabeth Candio • Maria Luiza Falcão • Marina Irene Beatriz Polonio • Mário Alves de Oliveira • Myrian Naves • Neuza Ladeira • Noélia Ribeiro • Paola Rhoden • Ricardo Alfaya • Rogério Marques Sequeira Costa • Ronis Elson Ruah • Rosy Feros • Sandra Souza Pinto • Sonia Sirolli • Tânia Machado • Téka Castro • Teresa Vignoli • Thaise Diaz • Vera Casa Nova • Wanderlino Teixeira Leite Netto • Wellington Vinícius Fochetto Junior.
Créditos:
. Arte da capa e dos backgrounds: © Urhacy Faustino (coeditor)
. Seleção
de autores e textos: Leila Míccolis (escritora e pós-doutorada
em
Teoria Literária/Letras/UFRJ)
. Assessoria
gráfica/suporte técnico: Ricardo Vieira
. Realização
e hospedagem: Portal Blocos Online, pioneiro em ativismo
literário
na Internet há 19 anos – http://www.blocosonline.com.br
. E-mail:
blocos@blocosonline.com.br
domingo, 14 de dezembro de 2014
Márcia Sanchez Luz é homenageada por Carmo Vasconcelos
Carmo Vasconcelos, escritora portuguesa e editora da Revista Fenix, entre outras, edita uma belíssima coletânea com alguns dos sonetos de Márcia Sanchez Luz.
Para ver o maravilhoso trabalho de Carmo Vasconcelos, clique na imagem abaixo. Não deixem de conhecer outras coletâneas editadas pela autora.
Para ver o maravilhoso trabalho de Carmo Vasconcelos, clique na imagem abaixo. Não deixem de conhecer outras coletâneas editadas pela autora.
sábado, 6 de dezembro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
BLOCOS ONLINE: SUCESSO DO PROJETO "POESIA PARA MUDAR O MUNDO" ESTÁ EM SEU SEGUNDO VOLUME!
POESIA PARA MUDAR O MUNDO
Este projeto não é para todos os
poetas. É exclusivamente para aqueles que acham que a poesia pode mudar o mundo,
que ela pode fazer com que as pessoas se tornem melhores, menos violentas, mais
sensíveis, mais reflexivas, mais participativas, mais amorosas, mais atenciosas,
mais criativas.
Esse projeto é apenas para os poetas
que acham que a poesia pode transformar o mundo em um lugar melhor: mais
arejado, mais digno, e que, através dela, as pessoas podem entender melhor seus
sentimentos e suas vidas, questionando estereótipos, preconceitos e semeando o
diálogo como forma de envolvimento social. Um projeto somente para os que acham
que a palavra tem força e poder de derrubar barreiras, muros, fronteiras,
contribuindo para um planeta mais lúdico e lúcido.
Nós, de Blocos online, acreditamos
nesta proposta há dezoito anos na rede, e há mais tempo ainda antes do advento
da internet. Cremos ardentemente na transformação do mundo através da
literatura. Se você tem o mesmo objetivo, venha participar conosco deste amplo
projeto de amor pela poesia, pela natureza, pela vida.
INFORMAÇÕES DO PROJETO “POESIA PARA
MUDAR O MUNDO”
• Publicação on line - Antologia
digital.
• Cada poeta participará com um poema mais longo (de 28 versos), ou dois poemas de tamanho menor, ou até quatro poemas curtos, que totalizem no máximo este mesmo número de vinte e oito versos, além de uma biobibliografia de até 450 palavras e uma foto 3x4 (não pode ser maior do que este tamanho). Os poemas não precisam ser inéditos, porém precisam não estar ainda on line no nosso portal. Não serão aceitos poemas político-partidários ou ofensivos a qualquer pessoa ou religião.• Quem preferir poema visual pode enviar duas (que caibam em uma página) ou um poema ilustrada.
• Preço da participação: R$ 100,00 (pagamento por depósito bancário — serão fornecidos os dados aos que confirmarem a sua participação).• Prazo limite para o envio: 18 de outubro de 2014.• Lançamento: até final de novembro de 2014. • Organização: Leila Míccolis.• Quem estiver interessado em participar comunique-se através de uma mensagem endereçada a mim, para o email: blocos@blocosonline.com.br• Realização Blocos Online – pioneiro em literatura na Internet.
Página do projeto na Internet:
http://www.blocosonline.com.br/home/conteudo/paramudarmundo.php
• Cada poeta participará com um poema mais longo (de 28 versos), ou dois poemas de tamanho menor, ou até quatro poemas curtos, que totalizem no máximo este mesmo número de vinte e oito versos, além de uma biobibliografia de até 450 palavras e uma foto 3x4 (não pode ser maior do que este tamanho). Os poemas não precisam ser inéditos, porém precisam não estar ainda on line no nosso portal. Não serão aceitos poemas político-partidários ou ofensivos a qualquer pessoa ou religião.• Quem preferir poema visual pode enviar duas (que caibam em uma página) ou um poema ilustrada.
• Preço da participação: R$ 100,00 (pagamento por depósito bancário — serão fornecidos os dados aos que confirmarem a sua participação).• Prazo limite para o envio: 18 de outubro de 2014.• Lançamento: até final de novembro de 2014. • Organização: Leila Míccolis.• Quem estiver interessado em participar comunique-se através de uma mensagem endereçada a mim, para o email: blocos@blocosonline.com.br• Realização Blocos Online – pioneiro em literatura na Internet.
Página do projeto na Internet:
http://www.blocosonline.com.br/home/conteudo/paramudarmundo.php
quinta-feira, 31 de julho de 2014
A poesia de Corália Míccolis
A TI
À minha mãe
Tu foste a
inspiração, a sinfonia
Que banharam minh'alma apaixonada.
Se em meus cantos há trechos de harmonia,
Devo-os a tua voz, doce, inspirada.
Que banharam minh'alma apaixonada.
Se em meus cantos há trechos de harmonia,
Devo-os a tua voz, doce, inspirada.
Tu foste a
meiga imagem graciosa
Que inundou de sonhos minha mente.
Pelos sons de tua harpa harmoniosa
Eu da minha afinei o som plangente.
Que inundou de sonhos minha mente.
Pelos sons de tua harpa harmoniosa
Eu da minha afinei o som plangente.
Tu foste o
brando fogo sacrossanto
Que da razão o estro me incendeu.
Se em meus versos se encontra algum encanto,
Embora de minh'alma, é todo teu.
Que da razão o estro me incendeu.
Se em meus versos se encontra algum encanto,
Embora de minh'alma, é todo teu.
Tu foste a
pura e cândida harmonia,
Que constante em minh'alma residiu.
Se em meus cantos há terna melodia
A ti pertence, só de ti partiu.
Que constante em minh'alma residiu.
Se em meus cantos há terna melodia
A ti pertence, só de ti partiu.
Tu foste,
enfim, a musa encantadora
Que suave inspirou minha razão.
Se há estrofes de cor imorredora
São devidas a tua inspiração.
Que suave inspirou minha razão.
Se há estrofes de cor imorredora
São devidas a tua inspiração.
Se aqui não
vês o nome teu brilhando,
Em letras cintilantes de ouro e luz,
Vê como em cada estrofe soletrando
A tua imagem plácida transluz.
Em letras cintilantes de ouro e luz,
Vê como em cada estrofe soletrando
A tua imagem plácida transluz.
Aceita
pois, imagem de minh'alma,
Os versos que, de longe, te escrevi.
Se um dia eu alcançar da Glória a palma
Pertencerá unicamente a ti.
Os versos que, de longe, te escrevi.
Se um dia eu alcançar da Glória a palma
Pertencerá unicamente a ti.
Corália Míccolis
Publicado
em "Brasil Feminino" nº 3, ano 1º, abril de 1932, RJ
Cantiga
Oh! violão, meu amigo,
Contigo me sinto bem.
Por tua voz, eu consigo
Esquecer a voz de "alguém"...
Contigo me sinto bem.
Por tua voz, eu consigo
Esquecer a voz de "alguém"...
Canta e chora violão
Minha fanada ilusão.
Minha fanada ilusão.
A lua quando aparece
A terra logo clareia.
Mas se a minh'alma entristece,
Ela comigo pranteia.
A terra logo clareia.
Mas se a minh'alma entristece,
Ela comigo pranteia.
Canta e chora violão
Minha fanada ilusão.
Minha fanada ilusão.
Viver chorando é meu fado,
Minto no canto, a sorrir.
E tu, violão amado,
Compreendes meu sentir.
Minto no canto, a sorrir.
E tu, violão amado,
Compreendes meu sentir.
Canta e chora violão
Minha fanada ilusão.
Minha fanada ilusão.
Violão, calas meu
pranto,
Fazes-me, tu, tanto bem!
Acompanhas o meu canto:
Se choro, choras também.
Fazes-me, tu, tanto bem!
Acompanhas o meu canto:
Se choro, choras também.
Canta e chora violão
Minha fanada ilusão.
Minha fanada ilusão.
Corália Míccolis
27/07/1935
História de um palco
Um
palco simples, que, sem ser preciso,
ofereceu a todos seu encanto:
— comédia e risos, danças, grito, pranto —,
feito num dia, quase de improviso,
sem preparar-se ao Sonho e ao sorriso,
sorriu, sonhou e deles fez seu canto!
ofereceu a todos seu encanto:
— comédia e risos, danças, grito, pranto —,
feito num dia, quase de improviso,
sem preparar-se ao Sonho e ao sorriso,
sorriu, sonhou e deles fez seu canto!
Viveu
o palco um ciclo de vitórias;
hoje ele velho, ao léu, abandonado,
relembra os tempos áureos do passado,
em que entre mil guardou supremas glórias,
ao dar ao povo um pouco das histórias
que contarei do herói aposentado.
hoje ele velho, ao léu, abandonado,
relembra os tempos áureos do passado,
em que entre mil guardou supremas glórias,
ao dar ao povo um pouco das histórias
que contarei do herói aposentado.
Juntos
nos vem à mente a mocidade:
nele encenando cantos de coragens,
ali deixou também suas mensagens,
de Fé, Protesto, Amor e de Verdade...
Relembra o palco, ainda com saudade,
da bela peça, algumas das passagens:
nele encenando cantos de coragens,
ali deixou também suas mensagens,
de Fé, Protesto, Amor e de Verdade...
Relembra o palco, ainda com saudade,
da bela peça, algumas das passagens:
"E nesta luz, seus
archotes
"tendo acendido, marcharam
"pela noite — e não pararam.
"E marcham, marcham, não param.
"E cada archote que tomba
"cem braços levantarão!"
"tendo acendido, marcharam
"pela noite — e não pararam.
"E marcham, marcham, não param.
"E cada archote que tomba
"cem braços levantarão!"
"E o mundo inteiro, cantando,
"liberdade a nascer manhã..."
"liberdade a nascer manhã..."
Ouviu
também o moço acabrunhado,
um personagem simples, sertanejo,
dizer, amante e cheio de desejo
à amada sua, em gesto apaixonado:
— "Teu bêjo, amô, é tão aducicado
que é çucarado o gôsto do teu bêjo...
um personagem simples, sertanejo,
dizer, amante e cheio de desejo
à amada sua, em gesto apaixonado:
— "Teu bêjo, amô, é tão aducicado
que é çucarado o gôsto do teu bêjo...
Recorda
cenas do Brasil antigo,
do escravo preso ao mando do feitor:
com ele geme e sofre a mesma dor:
— "Trabalha, negro!" E enquanto do inimigo
recebem palco e homem tal castigo,
unem-se as vozes num imenso amor.
do escravo preso ao mando do feitor:
com ele geme e sofre a mesma dor:
— "Trabalha, negro!" E enquanto do inimigo
recebem palco e homem tal castigo,
unem-se as vozes num imenso amor.
Num
dos caminhos desta sua andança,
o corpo seu, a se movimentar,
lembra o batuque quente; e no sambar,
retendo a cena ainda na lembrança,
o palco baila, baila a mesma dança
que em tempos idos viu representar:
o corpo seu, a se movimentar,
lembra o batuque quente; e no sambar,
retendo a cena ainda na lembrança,
o palco baila, baila a mesma dança
que em tempos idos viu representar:
"Olha o bambo-do-bambo-bambu-bambeiro,
"olha o bambo-do-bambo-bambu-bambá,
"olha o bambo-do-bambo-bambu-bambeiro,
"do-bambo-bambu-bambeiro,
"do-bambo-bambu-bambá..."
"olha o bambo-do-bambo-bambu-bambá,
"olha o bambo-do-bambo-bambu-bambeiro,
"do-bambo-bambu-bambeiro,
"do-bambo-bambu-bambá..."
A
gargalhada em vez do antigo canto,
muda a cena, aos poucos faz-se ouvir:
começa lenta e, rápida, a seguir,
pra terminar num verdadeiro pranto:
muda a cena, aos poucos faz-se ouvir:
começa lenta e, rápida, a seguir,
pra terminar num verdadeiro pranto:
— "Podes partir, pois não não tens encanto...
E tu partiste... Para quê sorrir?"
Já
muita gente o comparou à vida
e nele foi feliz, já muita gente.
Felicidade... — velha, meu presente,
tão pequenina, ou mesmo assim perdida —,
mas sempre inteira e sempre tão querida,
que por mais presa, mais independente...
e nele foi feliz, já muita gente.
Felicidade... — velha, meu presente,
tão pequenina, ou mesmo assim perdida —,
mas sempre inteira e sempre tão querida,
que por mais presa, mais independente...
Repousa
o palco, folga o seu trabalho,
cenário triste, heróico ou de agonia,
com "novas" cenas para um novo dia...
Palco sonhando um sonho já contado
— neste seu pranto, um mundo de passado,
no seu passado, um mundo de poesia...
cenário triste, heróico ou de agonia,
com "novas" cenas para um novo dia...
Palco sonhando um sonho já contado
— neste seu pranto, um mundo de passado,
no seu passado, um mundo de poesia...
Corália Míccolis
(*) Poema de 22/08/68, encontrado justo no "Dia do Teatro", em 27/04/2002
segunda-feira, 14 de julho de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Escrever
© Márcia Sanchez Luz
![]() |
| (Img: Jasmim-manga, de Márcia Sanchez Luz) |
Escrever é sorver a dor
aos poucos,
é contar a si próprio o
que bem sabe,
mas que aflige demais!
Por ser tão louco,
faz que a alma, em
torpor, logo desabe.
É cruel falar sobre o
que machuca!
Mais cruel, entretanto,
é não sentir
o que a vida oferece:
pura luta
entre o ser complacente
e o insurgir.
Se escrever é dar forma
a certa ausência
na calada da noite ou
mesmo dia,
vou seguir exaurindo a
desavença.
Eis portanto o que faz a
diferença
entre aquele que vive e
contagia
e o que não sente a vida
assim intensa.
Do livro "Porões Duendes"
Assinar:
Postagens (Atom)







