
Este canto é para os que se encantam com a poesia, com a vida, com a natureza, com a alma humana, em suas mais diversas facetas.
sábado, 28 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Márcia Sanchez Luz na Saciedade dos Poetas Vivos

Blocos Online lança hoje, no Dia Mundial do Escritor, a nona edição da Antologia “Saciedade dos Poetas Vivos" digital, contando com a participação de Clevane Pessoa, Débora Siqueira Bueno, Dora Tavares, Jania Souza, Jaqueline Serávia, João Nilo, Márcia Sanchez Luz, Mariana Pinto, Pam Orbacam, Pedro Du Bois, Regina Vilarinhos, Sandra Fonseca, Sandra Souza, Sônia Adarias Soares Bruno.
Convidados especiais: Celso Gutfreind, Elisa Lucinda e Wilson Bueno
Temática: Quatro Estações
Para acessar o livro, basta clicar na imagem da capa.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Descoberta
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Soneto de Marco Bastos
SONETO POR UM AMOR MAIOR
Tela de Marco Bastos
Quero o soneto como ninguém faz
Pelo amor que ainda aqui perdura
Em versos, trespassado por haicais,
Dourada filigrana, luz, moldura.
Falar ao amor que o amor se liquefaz
Sem embeber papéis, saliva pura.
Sem o querer torturas orientais
Água na pedra que um dia fura.
Cantar um canto, plena primavera.
Na chuva, arco, irisado barco.
Os nimbos voam - velas da quimera.
Nessa heresia um sapo, um charco.
Voa o amor, mera libélula era
Como li_belo - retesado arco!...
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Observação do autor: Soneto que incorpora nos tercetos dois haicais guilherminos (métrica 5/7/5, rimando o primeiro com o terceiro verso e contendo uma rima interna no segundo verso)
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plena primavera.
arco, irisado barco.
- velas da quimera.
um sapo, um charco.
mera libélula era
- retesado arco!...
© Marco Bastos
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Poema de Affonso Romano de Sant'Anna
Entrevista
© Affonso Romano de Sant’Anna

Telefonam-me do jornal:
-Fale de amor-
diz o repórter,
como se falasse
do assunto mais banal.
-Do amor? -Me rio
informal. Mas
ele insiste:
-Fale-me de amor-
sem saber, displicente,
que essa palavra
é vendaval.
-Falar de amor?-Pondero:
o que está querendo, afinal?
Quer me expor
no circo da paixão
como treinado animal?
-Fala...-insiste o outro
-Qualquer coisa.
Como se o amor fosse
“qualquer coisa”
prá se embrulhar no jornal.
-Fale bem, fale mal,
uma coisa rapidinha
-ele insiste, como se ignorasse
que as feridas de amor
não se lavam com água e sal.
Ele perguntando
eu resistindo,
porque em matéria de amor
e de entrevista
qualquer palavra mal dita
é fatal.
* Este poema foi recitado na voz de Tônia Carrero no CD "Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero" da Coleção "Poesia Falada".
domingo, 13 de setembro de 2009
Correio poético: Suíte da palavra - Anibal Beça (in memoriam)
SONETO DE ANIVERSÁRIO
Anibal Beça ©
13.9.1946 - 25.8.2009
13.9.1946 - 25.8.2009
Setembro me agasalha nos seus galhos
e de amor canto no seu verde ventre:
Eis a ventura vaga em danação,
bronze canonizado nas cigarras.
O canto é breve, fino, e já anuncia
o inconfundível som do último acorde:
aquele dó de peito em nó estrídulo.
Como Bashô sonhara, é despedida
que mal se sabe, é morte anunciada,
canora liturgia sazonal.
Em setembro me mato e me renasço
em canto livre, rouco, sem ter palco,
representando de cor e salteado
o meu 13, que é fado e sortilégio.
(Soneto enviado por e-mail pelo próprio autor)
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Entrevista com Márcia Sanchez Luz

Márcia Sanchez Luz é entrevistada por Luiz Eduardo Caminha, âncora do programa Stammtisch - TV Galega, Blumenau, Santa Catarina.
Para conferir a entrevista, basta dar um clique na imagem ou em http://www.stmt.com.br/marcialuz.htm
sábado, 25 de julho de 2009
Primeiro Lugar no Concurso da UBT

Concurso União Brasileira de Trovadores – UBT / Tremembé - SP
Tema: Sinceridade
Grupo 2 Nacional
Acho que a sinceridade
permeia nosso viver.
Está em cada verdade
que não tememos dizer.
© Márcia Sanchez Luz
(Primeiro Lugar)
Comissão julgadora:
Adamo Pasquarelli - SP
Cláudio de Morais – SP
Maria Aparecida Stinglin – PR
Mariléa Mendes Hipólito - SP
Ademar Macedo – RN
Delcy Rodrigues Canales – RS
Francisco Garcia – RN
José Valdez Castro Moura – SP
Arlindo Tadeu – MG
Cidinha Frigeri – PR
Gislaine Canales – SC
Luiz Antonio Cardoso – SP
Zélia Maria Carvalho de Figueiredo – RN
Myrthes Mazza Masiero – SP
domingo, 5 de julho de 2009
Poema de Ferreira Gullar

Traduzir-se
© Ferreira Gullar
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
Em Na Vertigem do Dia (1975-1980)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Poema de Jorge Sader Filho

Recado
Jorge Cortás Sader Filho
Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem.
Que ainda posso falar
O que na cabeça me vem.
Que a Vida vai passando
Como é de se esperar.
E eu sempre teimando
Insisto no meu lugar.
Desistir não posso nem devo;
Não há lugar pra fraqueza
Se no contorno d’alma o relevo
Não me mostra tibieza.
Papel, se alguém perguntar,
Diga que as coisas vão bem,
Que ainda posso amar
As coisas que o mundo tem.
Diga também, por favor,
Que embora com a alma ferida
Ainda sinto o ardor,
Nas veias da minha Vida.
domingo, 7 de junho de 2009
Selo "Vale a pena acompanhar este blog!"

Recebi de Graça Graúna o selo “Vale a pena acompanhar este blog!”.
O selo violeta é um prêmio que representa, segundo os seus criadores,"as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente". Ele é dado aos blogs que tem algumas das sensações da cor violeta, a saber: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece mágico.
Obrigada pelo presente, Grauninha!
Escolho os seguintes blogs para homenagear:
domingo, 17 de maio de 2009
Novidades no blog de Leila Míccolis
Márcia Sanchez Luz recebe homenagem de Leila Míccolis na inauguração da seção “Poesia Comentada”, mais uma inovação do blog Links, thinks e things.
Para chegar lá, basta clicar no nome do blog, logo acima.
Bon Voyage!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Outonal

As folhas caem amarelecidas
no outono de meus sonhos olvidados.
Mas não são eles, mesmo que apagados,
os responsáveis pelas despedidas.
As folhas caem mesmo indefinidas
pelo cansaço (anseios acuados)
e no fracasso, adeuses desterrados
evocam emoções esmaecidas.
O que acontece então? Por que caíram
ao chão as ilusões tão bem descritas
em cartas que juravam não prescritos
o que dissemos e nos conduziram
a pretensões de amores sem desditas?
Talvez a teoria de infinitos.
© Márcia Sanchez Luz
no outono de meus sonhos olvidados.
Mas não são eles, mesmo que apagados,
os responsáveis pelas despedidas.
As folhas caem mesmo indefinidas
pelo cansaço (anseios acuados)
e no fracasso, adeuses desterrados
evocam emoções esmaecidas.
O que acontece então? Por que caíram
ao chão as ilusões tão bem descritas
em cartas que juravam não prescritos
o que dissemos e nos conduziram
a pretensões de amores sem desditas?
Talvez a teoria de infinitos.
© Márcia Sanchez Luz
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