Este canto é para os que se encantam com a poesia, com a vida, com a natureza, com a alma humana, em suas mais diversas facetas.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
A GRANDE MENTIRA
Lino Vitti
Não é mais o viver que seguir por atalho
desafiando a dor, em dores se estorcendo,
muitas vezes ao lado humanas feras vendo,
outras muitas, do amor, famélico espantalho.
Vai conosco um fantasma, esquálido e tremendo,
castigo do pecado – o peso do trabalho.
O homem labuta em vão, demais pesa-lhe o malho,
de mentira em mentira a gente vai morrendo.
Estúpida ilusão, nela se engolfa o homem,
fatídica e falaz foge a felicidade
enquanto a humanidade engrandece o abdomem.
Queimam-se sonhos mil ao longo do caminho,
vai-se a vida em fumaça e no altar da vaidade
a humanidade reza e endeusa o que é mesquinho.
Não é mais o viver que seguir por atalho
desafiando a dor, em dores se estorcendo,
muitas vezes ao lado humanas feras vendo,
outras muitas, do amor, famélico espantalho.
Vai conosco um fantasma, esquálido e tremendo,
castigo do pecado – o peso do trabalho.
O homem labuta em vão, demais pesa-lhe o malho,
de mentira em mentira a gente vai morrendo.
Estúpida ilusão, nela se engolfa o homem,
fatídica e falaz foge a felicidade
enquanto a humanidade engrandece o abdomem.
Queimam-se sonhos mil ao longo do caminho,
vai-se a vida em fumaça e no altar da vaidade
a humanidade reza e endeusa o que é mesquinho.
(Soneto publicado com a autorização do autor)
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
DESAFIOS DA VIDA
Humberto Rodrigues Neto
Se usas frases difíceis, cerra os
lábios
e poupa à tua platéia o tom maçante:
se ali houver dez a comparar-te aos sábios,
cem haverá que te acharão pedante.
torná-lo um homem deve a educação,
e nunca fazer dele um especialista!
os cemitérios andam já repletos
de gente que era insubstituível!
(Poema enviado por email pelo autor)
(Humberto - Poeta)
e poupa à tua platéia o tom maçante:
se ali houver dez a comparar-te aos sábios,
cem haverá que te acharão pedante.
Não queiras ter num filho o campeão
da escola, em teu orgulho
exclusivista:torná-lo um homem deve a educação,
e nunca fazer dele um especialista!
Teus dons não julgues por demais
completos,
nem teu concurso em tudo
imprescindível:os cemitérios andam já repletos
de gente que era insubstituível!
(Poema enviado por email pelo autor)
domingo, 28 de outubro de 2012
ORFEU DILACERADO
Cicero Melo
Agora denomino e me diviso.
Minhas mãos e braços estão na janela,
Onde habitam as palavras verdes
E amarelas do vento ensandecido.
Minhas pernas estão na fronteira
Do prazer e da solidão.
Lá, as línguas não se desatam.
É o país das palavras vermelhas,
Onde a noite tece sua condescendência.
O tronco foi dilapidado no país dos amores inconclusos
Que devoram todas as cores.
A cabeça, ó deuses cegos e vazios,
Explodiu dentro de vós,
Vinha.
(Poema enviado pelo autor por email)
Agora denomino e me diviso.
Minhas mãos e braços estão na janela,
Onde habitam as palavras verdes
E amarelas do vento ensandecido.
Minhas pernas estão na fronteira
Do prazer e da solidão.
Lá, as línguas não se desatam.
É o país das palavras vermelhas,
Onde a noite tece sua condescendência.
O tronco foi dilapidado no país dos amores inconclusos
Que devoram todas as cores.
A cabeça, ó deuses cegos e vazios,
Explodiu dentro de vós,
Vinha.
(Poema enviado pelo autor por email)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Luto
sábado, 18 de agosto de 2012
Márcia Sanchez Luz em "EisFluências"
Revista eisFluências publica Márcia Sanchez Luz, numa iniciativa de Marco Bastos, um dos colaboradores da mesma
A revista está registrada no ISSN e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro-Brasil)
ISSN 2177-5761
Direção: Victor Jerónimo (Portugal/Brasil)
Direção Cultural: Carmo Vasconcelos (Portugal)Responsável pela Redação: Mercedes Pordeus (Brasil)
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Bertold Brecht
Poema da rosa
Bertold Brecht
Tradução de Augusto Boal
Há uma rosa linda
No meio do meu jardim
Dessa rosa cuida eu
Quem cuidará de mim?
De manhã desabrochou
À tarde foi escolhida
Pra de noite ser levada
De presente a minha amiga
Feliz de quem possui
Uma rosa em seu jardim
A minha amiga com certeza
Pensa agora só em mim
Quando sopra o vento frio
E o inverno gela o jardim
Eu tenho calor em casa
E fico quietinho assim
Feliz de quem tem o seu teto
Pra ajudar a sua amiga
A fugir do vento ruim
Que deixa gelado o jardim
(Poema extraído de Blocos Online)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Celebrando o nascimento de Mario Quintana
![]() |
(Mario Quintana - 30.07.1906 - 05.05.1994)
|
Os poemas abaixo são de Mario Quintana
AMOR
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo.
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo.
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
O luar,
é a luz do Sol que está sonhando
O tempo não pára!
A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
...os verdadeiros versos não são para embalar,
mas para abalar...
A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...
Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
A poesia de Cecília Villanova
CANTO DE AMOR AO POEMA
Mas, não emudecerão
Meus pensamentosNem secará a tinta de sangue
Que goteja de minhas mãos.
O poema, em mim, inunda
Tal qual um rio
Feito de lágrimas,
Águas Claras ...
De onde emerge vida.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Poema de Théo Drummond
CUIDADO
THÉO DRUMMOND
SOU COMO A ÁRVORE SIM,
E O TEMPO PARECE O VENTO
QUE TEM O DESTINO RUIM
DE SEPARAR O QUE TENTO
CONSERVAR JUNTO DE MIM:
- AS FOLHAS QUE NUM MOMENTO
VÃO TER, NA QUEDA, O SEU FIM.
THÉO DRUMMOND
E O TEMPO PARECE O VENTO
QUE TEM O DESTINO RUIM
DE SEPARAR O QUE TENTO
CONSERVAR JUNTO DE MIM:
- AS FOLHAS QUE NUM MOMENTO
VÃO TER, NA QUEDA, O SEU FIM.
QUANDO CAIREM NO CHÃO
segunda-feira, 9 de julho de 2012
De Luiz de Miranda para Juareiz Correya
SONETO IMPROVISADO PARA JUAREIZ CORREYA
Luiz de Miranda
![]() |
Dou graças de luz por ti e por Palmares,
e palmilho o sonho de quem vive
entre engenhos de amor e arte.
És onde vejo o canto do bemtevi,
os gorjeios de Ascenso e Hermilo
que levam no vento só aquilo
que no coração é pura paixão,
nós noturnos, imensos e lisos
que a brisa alteia do Recife,
e me torna forte no sul a alma
de um jeito que me alucina,
menina de rios e mar sagrado.
Juareiz, leva contigo o abraço
feito de amigo jogado no espaço.
(Porto Alegre, começo da tarde de domingo, 9 de novembro de 2008).
e palmilho o sonho de quem vive
entre engenhos de amor e arte.
És onde vejo o canto do bemtevi,
os gorjeios de Ascenso e Hermilo
que levam no vento só aquilo
que no coração é pura paixão,
nós noturnos, imensos e lisos
que a brisa alteia do Recife,
e me torna forte no sul a alma
de um jeito que me alucina,
menina de rios e mar sagrado.
Juareiz, leva contigo o abraço
feito de amigo jogado no espaço.
(Porto Alegre, começo da tarde de domingo, 9 de novembro de 2008).
terça-feira, 3 de julho de 2012
FEITO AVE
![]() |
Edir Pina de Barros
|
Nos ermos entre a rosa e seus espinhos
existe um mundo denso, indecifrável,
cortado por veredas, mil caminhos,
etéreo como os sonhos. Impalpável!
Um mundo onde o tempo é interminável,
sem sentimentos sórdidos, mesquinhos...
sem dores. Sem penares. Inefável!
Aonde vamos todos, aos pouquinhos...
E assim a vida explode no universo,
transcende a vil matéria, voa aos céus
cortando seus espaços, feito nave.
Quando o poeta canta e chora em verso
esgarça desse mundo, seus mil véus
e voa nos seus céus, qual fosse ave.
(Soneto enviado pela autora)
domingo, 24 de junho de 2012
"Turbilhão no céu" recebe Prêmio Bem Te Vi
Prêmio Cultural Bem Te Vi agracia, este ano, três destaques do livro Melhores da Poesia Brasileira.
Anjo, de Ray Nonato
Vestimenta, de Clau Assi
Turbilhão no Céu, de Márcia Sanchez Luz
terça-feira, 19 de junho de 2012
Márcia Sanchez Luz em "Melhores da Poesia Brasileira"
Organização: Jane Rossi e Monica Rosenberg
Autores convidados:
Thiago De Menezes - Prefácio
Wilson de Oliveira Jasa - Apresentação
Adelaide Ortiz
Alzira Andrade
Amarilis Pazini Aires
Andrea Lucia
Ataíde Lemos
José Antônio Gama De Souza - Balzac
Bebe - Elisabeth Zamboneti Rylko
Brenda Mar(Que)S Pena
Celina Vasques
Clau Assi
Cláudio Bento
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Cler Ruwer
Conceição Bentes
Dimythryus
Deslanieve Daspet
Dorothy De Castro
Dyandreia Valverde Portugal
Luna Freire
Elcio José de Moraes
Elias Akhenaton
Edvaldo Marcelo Vieira da Silva
Edvaldo Rosa
Eugenio Santana
Scoffeald Mik
Emilia De Paula
Fabiano Fernandes Garcez
Fabio Ramos
Flor de Esperança
Helena Frontine
Hortência Lopes
Irsemis Wiezel Benedick
Izabel Marques
Jaak Bosmans
Janaina Rossi
Jane Rossi
Jenario De Fátima
Jiselda Oliveira
João Udine Vasconcelos
Joaquim Moncks
Jorge Luiz Vargas
José Bonifácio
Júlio Teixeira de Lima
Katia Pérola
Leila Ullmann
Luiz Carlos Costa Paula
Machado De Carlos
Márcia Sanchez Luz
Marçal Filho
Maia De Melo Lopo
Manuel Paulo
Maria Dolores Pimentel de Rezende
Maria Helena Sleutjes
Maria Moreira
Maria Zimbrunes Dutra
Marco Llobus
Marco Antonio Orsi
Marcus Rios
Marleninha Castilho
Marilia Abduani
Marisa De Medeiros
Marta Bittencout
Mírian Warttusch
Monica Rosenberg
Mora Alves
Neide Cardoso
Neneca Barbosa
Nice Ventura
Osvaldo Antônio Begiato
Osmar Vasconcelos
Homenino Poeta
Raimundo Nonato
Raquel Dias
Regina Pessoa
Regina Kreft
Rô Lopes
Rosângela de Souza Goldoni
Rossana Monteiro
Sá De Freitas
Selene de Lima Maria (Selene Antunes)
Simone Cristina
Sônia Maria Nunes
Télio Diniz
Teresa Improta Monnier
Terezinha Oliveira
Terezinha Werson
Valdeck Almeida De Jesus
Valquíria Cordeiro Goulart Gonçalves
Washington Ramos
Zeza Marqueti
Valquíria Cordeiro Goulart Gonçalves
Washington Ramos
Zeza Marqueti
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